Dólar hoje: cotação em tempo real
Acompanhe a cotação do dólar comercial em tempo real. Conversor USD-BRL, variação diária, máxima e mínima. Compare com investimentos em renda fixa.
O que é a cotação do dólar?
A cotação do dólar representa o preço de uma unidade da moeda norte-americana em reais brasileiros. Quando dizemos que o dólar está a R$ 5,70, significa que para comprar US$ 1,00 é necessário desembolsar cinco reais e setenta centavos. Essa cotação varia constantemente ao longo do dia, refletindo a oferta e demanda no mercado de câmbio.
O mercado de câmbio brasileiro funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h (horário de Brasília), com o Banco Central atuando quando necessário para evitar volatilidade excessiva. O dólar comercial é a referência para transações entre empresas, bancos e investidores. Já o dólar turismo, vendido em casas de câmbio para pessoas físicas, inclui spread operacional e IOF, sendo geralmente entre 3% e 6% mais caro.
A formação do preço do dólar é resultado de forças complexas: diferencial de juros entre Brasil e EUA, balança comercial (exportações vs importações), fluxo de investimento estrangeiro, percepção de risco do país, preço de commodities como petróleo e minério de ferro, e decisões de política monetária tanto do Banco Central brasileiro quanto do Federal Reserve (Fed) nos Estados Unidos.
O que faz o dólar subir ou cair?
O dólar sobe quando há maior demanda pela moeda americana em relação ao real. Isso acontece em cenários de incerteza política no Brasil, piora fiscal (aumento de gastos públicos), queda nos preços de commodities que o Brasil exporta, ou quando o Fed sobe os juros nos EUA atraindo capital global para títulos americanos.
Por outro lado, o dólar cai quando o Brasil oferece juros reais elevados (Selic alta com inflação controlada), atraindo investidores estrangeiros que precisam comprar reais para investir aqui. Também recua quando há superávit comercial forte (exportadores vendendo dólares) ou quando o cenário global é de apetite por risco (investidores buscando mercados emergentes).
Historicamente, o dólar no Brasil apresenta uma tendência de alta no longo prazo. Em 2000, a cotação era de R$ 1,80. Em 2010, girava em torno de R$ 1,75. Em 2020, saltou para R$ 5,30 com a pandemia. Essa desvalorização do real reflete a inflação acumulada historicamente maior no Brasil em comparação com os EUA. No entanto, no curto prazo, o dólar pode tanto subir quanto cair de forma significativa, tornando a especulação cambial extremamente arriscada.
A taxa Selic tem papel fundamental no câmbio. Com a Selic em 13,75% ao ano e os juros nos EUA em torno de 5%, o diferencial de juros atrai capital estrangeiro para o Brasil, gerando pressão de baixa no dólar. Esse mecanismo é chamado de carry trade: investidores tomam emprestado em moeda de juros baixos e aplicam em moeda de juros altos.
Investimentos em dólar: vale a pena?
Investir em dólar pode ser uma estratégia de diversificação e proteção patrimonial, mas é importante entender que o dólar por si só não gera rendimento. Diferente de um CDB que paga 14% ao ano, manter dólares parados depende exclusivamente da valorização cambial — que é imprevisível e pode ser negativa em determinados períodos.
Quanto rende investir em dólar vs CDI? Nos últimos 5 anos (2021-2026), o dólar subiu aproximadamente 25% contra o real. No mesmo período, um CDB 100% CDI acumulou rendimento de aproximadamente 60% bruto. Ou seja, a renda fixa superou amplamente a valorização cambial neste período específico. Porém, em momentos de crise (como 2020), o dólar pode valorizar 30%+ em poucos meses — proteção que a renda fixa não oferece.
Para se expor ao dólar com eficiência, existem alternativas ao câmbio físico: fundos cambiais (acompanham a variação do dólar), ETFs dolarizados como IVVB11 (S&P 500 em reais), BDRs (ações americanas negociadas na B3), e contas internacionais (corretoras que permitem investir diretamente nos EUA). Cada opção tem custos e tributação diferentes.
A recomendação de especialistas é manter entre 5% e 20% do portfólio em ativos dolarizados, dependendo do perfil de risco. Essa parcela funciona como seguro: quando o Brasil enfrenta crises e os investimentos locais caem, o dólar tende a subir e compensar parte da perda. Não é para buscar rentabilidade, mas para reduzir a volatilidade total do portfólio.
Dólar e o impacto no dia a dia
Mesmo quem não investe em dólar é afetado pela cotação. Produtos importados ficam mais caros quando o dólar sobe: eletrônicos, remédios, insumos industriais e até alimentos (trigo, fertilizantes) têm preço atrelado ao câmbio. A gasolina, por exemplo, é precificada em dólar internacionalmente, impactando diretamente o custo de transporte e inflação.
Para quem planeja viagens internacionais, acompanhar o dólar é essencial. A estratégia mais recomendada é fazer compras parceladas de moeda ao longo de meses (preço médio), evitando concentrar toda a compra em um único momento. Cartões de crédito internacionais cobram IOF de 4,38% sobre compras no exterior, enquanto cartões de débito internacional e contas globais cobram entre 1,1% e 2%.
O Banco Central do Brasil intervém no mercado quando considera que há disfuncionalidade no câmbio. As intervenções podem ser via leilões de swap cambial (equivalente a venda de dólares no mercado futuro) ou leilões de linha (venda de dólares com compromisso de recompra). Essas ações não visam definir um patamar para o dólar, mas sim suavizar movimentos abruptos que possam desestabilizar a economia.
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