Bitcoin hoje: cotação em tempo real
Acompanhe o preço do Bitcoin em reais em tempo real. Variação 24h, conversor BTC-BRL e comparativo com renda fixa. Entenda os riscos antes de investir.
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O que é Bitcoin?
Bitcoin (BTC) é a primeira e maior criptomoeda do mundo, criada em 2009 por um desenvolvedor anônimo sob o pseudônimo Satoshi Nakamoto. Diferente de moedas tradicionais como o real ou o dólar, o Bitcoin não é emitido por nenhum banco central ou governo — ele funciona em uma rede descentralizada baseada em tecnologia blockchain.
O Bitcoin tem oferta limitada a 21 milhões de unidades, das quais aproximadamente 19,7 milhões já foram mineradas. Essa escassez programada é um dos argumentos de seus defensores: enquanto bancos centrais podem imprimir moeda ilimitadamente (diluindo o valor), o Bitcoin tem um teto fixo que não pode ser alterado. Essa característica levou muitos a chamá-lo de "ouro digital".
O preço do Bitcoin é determinado puramente pela oferta e demanda em milhares de exchanges ao redor do mundo. Não existe um "preço justo" fundamentalista como em ações (que têm lucro, dividendos e patrimônio). Isso torna o Bitcoin extremamente volátil: pode subir 100% em meses ou cair 50% em semanas, dependendo do sentimento de mercado, regulação, adoção institucional e ciclos macroeconômicos.
Volatilidade do Bitcoin vs Renda Fixa
A diferença de volatilidade entre Bitcoin e renda fixa é abismal. Enquanto um CDB 100% CDI rende aproximadamente 0,04% ao dia de forma previsível (13,75% ao ano), o Bitcoin pode variar entre -15% e +15% em um único dia. Para ilustrar: em um dia ruim de Bitcoin, você pode perder o equivalente a 3 anos de rendimento da renda fixa.
Ciclos históricos do Bitcoin: em 2017, subiu de US$ 1.000 para US$ 20.000 (+1.900%) e depois caiu para US$ 3.200 (-84%). Em 2021, subiu de US$ 29.000 para US$ 69.000 (+138%) e depois caiu para US$ 15.500 (-77%). Em 2024, subiu de US$ 42.000 para US$ 73.000 (+74%) impulsionado pela aprovação dos ETFs de Bitcoin nos EUA. Esses ciclos de euforia e depressão são característicos do ativo.
Por outro lado, quem comprou Bitcoin em qualquer ponto antes de 2020 e manteve até hoje está com lucro expressivo. O retorno anualizado do Bitcoin desde 2013 supera 100% ao ano — mas com um nível de risco e estresse emocional incomparáveis à renda fixa. A pergunta não é "quanto rende?" mas sim "você aguenta a volatilidade?"
Comparativo prático: R$ 10.000 investidos em CDB 100% CDI há 5 anos valeriam hoje aproximadamente R$ 16.000 (rendimento de 60%, previsível e garantido pelo FGC). Os mesmos R$ 10.000 em Bitcoin há 5 anos (quando custava ~R$ 50.000) valeriam hoje entre R$ 120.000 e R$ 130.000 — mas com a "experiência" de ter visto esse valor cair para R$ 4.000 em 2022 antes de se recuperar.
Devo investir em Bitcoin?
Investir em Bitcoin é uma decisão pessoal que depende do seu perfil de risco, horizonte de tempo e objetivos financeiros. Diferente da renda fixa (onde o risco de perda é praticamente zero para títulos cobertos pelo FGC ou garantidos pelo governo), o Bitcoin pode ir a zero teoricamente — embora isso seja considerado extremamente improvável dada sua adoção atual.
Argumentos a favor: escassez programada (proteção contra inflação no longo prazo), crescente adoção institucional (ETFs aprovados, empresas comprando BTC), descorrelação com ativos tradicionais em alguns períodos, e potencial de valorização assimétrica (perda limitada ao investido, ganho potencialmente ilimitado).
Argumentos contra: volatilidade extrema (quedas de 50-80% são históricas), sem geração de renda (não paga dividendos ou juros), risco regulatório (governos podem restringir), dependência de narrativa e sentimento de mercado, e impacto ambiental da mineração (embora esteja melhorando com energias renováveis).
A recomendação de consenso entre especialistas é: aloque no máximo 1% a 5% do portfólio em criptoativos, somente após ter uma reserva de emergência completa (6 meses de gastos em renda fixa) e uma carteira diversificada em ativos tradicionais. Nunca invista em Bitcoin dinheiro que você pode precisar no curto prazo ou que não pode perder. Se a volatilidade tira seu sono, Bitcoin não é para você — e está tudo bem.
Como comprar Bitcoin no Brasil
Existem duas formas principais de se expor ao Bitcoin no Brasil: exchanges de criptomoedas (para compra direta) e ETFs de cripto na B3 (para quem prefere a estrutura da bolsa de valores).
Exchanges: Mercado Bitcoin, Binance, Foxbit, Coinbase e Bitget são algumas das plataformas disponíveis no Brasil. O processo é: criar conta, verificar identidade (KYC), depositar reais via Pix e comprar Bitcoin. O investimento mínimo é geralmente de R$ 10 a R$ 50. Custos incluem taxa de negociação (0,1% a 0,5%) e spread. A custódia fica na exchange (risco de hack) ou em wallet pessoal.
ETFs na B3: HASH11 (cesta de criptomoedas), BITH11 (100% Bitcoin) e ETHE11 (Ethereum) são negociados como ações na bolsa brasileira. Vantagem: custódia institucional, facilidade de declarar IR, e acesso via corretora tradicional. Desvantagem: taxa de administração (0,3% a 1,3% ao ano) e horário de negociação limitado ao pregão da B3.
Tributação: ganhos com criptomoedas no Brasil são tributados em 15% sobre o lucro quando as vendas mensais excedem R$ 35.000. Abaixo desse valor, há isenção. ETFs seguem a tributação de renda variável (15% sobre ganho de capital, sem isenção). É obrigatório declarar criptoativos na declaração anual do IR quando o valor supera R$ 5.000.
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